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18 de março de 2015

Deputada Erika Kokay e sociedade civil cobram revitalização do Parque Ambiental do Bosque





A deputada Federal Erika Kokay participou de reunião com a presidente do Instituto Brasília Ambiental – IBRAM, Jane Vilas Bôas, na tarde da última segunda-feira (16/03). O objetivo do encontro foi discutir a necessidade de implementação de políticas voltadas para a revitalização, o uso e a ocupação do Parque Ambiental do Bosque, de São Sebastião. Também participaram da reunião os representantes do Movimento Cultural Supernova, Paulo Dagomé, Isaac Mendes e Nilmar Paulo, e o chefe de gabinete da Administração Regional de São Sebastião, Keves Fernandes.

A demanda já foi apresentada à gestão anterior do IBRAM, em 2014. Naquela ocasião, o então presidente Nilton Reis informou que a área estava incluída no catálogo de parques do Distrito Federal a receberem melhorias e investimentos governamentais. O fato é que a situação continua a mesma. Em visita ao parque no último domingo durante evento promovido por artistas e produtores culturais do Movimento Supernova, cujo objetivo era chamar a atenção das autoridades para a necessidade de investimentos em infraestrutura e segurança, por exemplo, a deputada Erika constatou vários problemas que dificultam a utilização do espaço pela comunidade: mato alto; falta de iluminação e de lixeiras; depredação de placas de identificação visual;



Segundo a presidente da autarquia, Jane Vilas Bôas, a discussão sobre políticas públicas de meio ambiente e de recursos hídricos no DF, bem como sobre ações de recuperação, manejo e manutenção dos parques será feita ainda neste primeiro semestre de 2015 por meio de um grande seminário que envolverá as administrações regionais e os respectivos gestores, onde serão traçados planos e metas de preservação e gestão dessas áreas.

Atualmente, o DF conta com 73 parques criados por decretos. A maioria deles ainda não foi totalmente implantada nem possui equipamentos que proporcionem opções de lazer ou visitação para os moradores. Os que estão em funcionamento necessitam de uma série de melhorias.

A deputada Erika Kokay, assim como os representantes da Administração e do Movimento Supernova, solicitaram que o IBRAM realize uma força-tarefa no parque do Bosque ainda nesta semana para identificar in loco os problemas mais pontuais como a necessidade de poda, roçagem, iluminação, identificação visual (placas), policiamento, entre outros. O objetivo é definir o papel dos diversos órgãos na tarefa mais que urgente de preservar uma área de relevante valor ambiental e social para os moradores, que hoje está abandonado pelo Poder Público. A deputada irá avaliar junto ao IBRAM  a viabilidade de fazer a destinação de emenda parlamentar para  custear obras de revitalização do local.


Para recordar

Na iminência de completar 17 anos, a cidade de São Sebastião ganhava um presente há muito esperado pelos moradores: a revitalização do Parque Ambiental do Bosque da cidade. A primeira etapa das obras de revitalização do local seria inaugurada em 27 de março de 2010.

Leia mais: http://www.blogmorroazul.com.br/2010/04/preste-completar-17-anos-cidade-de-sao.html

Para saber mais sobre parques do DF:

Diálogos culturais


17 de março de 2015

Erika Kokay: O enorme desafio de se construir uma cultura de paz




O enorme desafio de se construir uma cultura de paz
*Erika Kokay
Tivemos, nesta quinta-feira (12), a instalação da nova composição da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, a CDHM, da Câmara Federal. A nossa perspectiva é de que possamos, nesse espaço, construir uma sociedade onde a norma seja o respeito aos direitos da pessoa humana.
Faço essa afirmação porque paira sobre nós um obscurantismo, que muitas vezes nem é percebido por seus muitos protagonistas. São os que acham que o ser humano pode ser hierarquizado – que há seres humanos que podem amar, e outros não; que há seres humanos com o direito de ser como são, e outros que não têm esse direito; que há seres humanos que não podem expressar sua afetividade. Como se pudesse alguém exercer sua humanidade sem expressar a sua afetividade...
Existem, portanto, muitas nuvens sombrias que pairam e se expressam na Câmara Federal e na Comissão de Direitos Humanos. E elas têm que ser enfrentadas para que possamos criar uma cultura de paz.
O ex-presidente da CDHM, deputado Assis do Couto (PT-PR), desenvolveu seu trabalho com muita primazia e com muita qualidade. Durante sua gestão – e creio que o novo presidente, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), seguirá na mesma perspectiva –, escutamos na comissão várias vozes que nem sempre são ouvidas. Todo ser humano tem voz. Tem gente que fala com a dor, outros, com as lágrimas. Tem gente que fala com o silêncio, outros com os corpos, com as mãos... Mas todo ser humano tem voz, e o deputado Assis do Couto ouviu todas elas.
Também mostrou uma compreensão diferenciada de direitos humanos, que é o direito de vivermos a nossa humanidade. Todos nós, por sermos humanos, temos uma série de direitos que são enganchados uns nos outros. Nós não podemos dizer: “Eu te dou o direito de falar, mas não o de amar. Te dou o direito de usar o seu corpo para se alimentar, mas não o de usá-lo como sinônimo da sua própria existência. Te dou o direito de ser, mas não o de exercer a sua identidade de gênero”.
Perdoem-me os que não entendem, mas é preciso dizer que parte de nosso parlamento criou uma generofobia ou uma fobia morfológica à palavra gênero. Às vezes fico pensando que se algum projeto trouxer uma palavra gênero, ainda que seja um gênero alimentício, vai provocar uma profunda reação. Eles não entendem que há uma forma como a gente se percebe e como a gente quer ser percebido, e muitas vezes ela não se expressa no próprio corpo.
Mas esses são os desafios da Comissão de Direitos Humanos e Minorais – alguns do século 17, porque ainda lutamos contra a escravidão; outros para que tenhamos uma República do século 19, e outros ainda do século 21. Mas são desafios daqueles que, como nós, acham que a sociedade só será justa quando todos puderem ter liberdade do exercício de gênero. A liberdade de ser como se é.
Como presidente, o deputado Assis do Couto promoveu uma discussão sobre as várias formas de violência que atingem as mulheres. E trouxe, talvez de forma pioneira para esta Casa, a violência obstétrica, e tantas outras das quais nós, mulheres, somos vítimas. Têm umas que não deixam nem marcas na pele, não são perceptíveis, mas que vão corroendo a autoestima, se entranhando, e anulando a existência humana.
Menciono esse debate porque é disso que se trata esse novo momento da Comissão de Direitos Humanos e Minorias: resgatar o direito à humanidade, e romper a desumanização simbólica imposta à parte de nossa população, à parcela mais vulnerabilizada e minorizada. Fiquei extremamente emocionada na abertura dos trabalhos pelas palavras do deputado Jean Wyllys (Psol-RJ), que disse que defender os direitos humanos se trata de vida. Não é a lógica dogmática. Não é a lógica de criar estereótipos, porque eles sempre reduzem a riqueza do ser humano. Direito de vida é o direito de termos as famílias que nos provocam afeto ou que nutrem o nosso próprio afeto.
Como a família homoafetiva que acolheu, que adotou, dois meninos. Um deles, o mais jovem Peterson Ricardo de Oliveira, de 14 anos, foi morto e desumanizado simbolicamente antes de chegar ao óbito, vítima de uma violência institucional e vítima dos discursos. Os discursos não são inocentes. Alguns acham que a homofobia é apenas aquela que deixa marcas, que rasga a pele. Não entendem que a homofobia muitas vezes é construída nos púlpitos do nosso país ou nas tribunas onde a gente diz que honra ou que vai honrar a Constituição, onde fala em dignidade humana. O discurso não é inocente: é ponte entre a ideia e a ação. A violência que as palavras carregam não fica apenas nas palavras. As palavras não conseguem conter essa violência: ela transborda e vai desumanizando.
Penso que estamos hoje com a qualidade de um presidente como o deputado Paulo Pimenta para poder desenvolver e enfrentar todos esses desafios. Mas é preciso que nós entendamos que a violência das palavras se transforma em ação, e essa mata. Mata simbolicamente e, em seguida, mata literalmente.
Para que a gente possa construir uma sociedade de paz – onde não tenhamos medo das noites, medo de que os nossos meninos não voltem para casa nem medo das ruas – precisamos de uma política com centralidade nos direitos humanos. Precisamos de uma sociedade onde haja liberdade de ser, onde um beijo nunca seja reprimido e contido, e onde as pessoas tenham a liberdade de exercer a sua humanidade. Em verdade, o que nós queremos é que todo ser humano tenha o direito de viver a sua humanidade.
*Erika Kokay é deputada federal pelo PT-DF, uma das vice-líderes do PT na Câmara dos Deputados e membro titular da Comissão de Direitos Humanos e Minorias. Está em seu segundo mandato consecutivo como deputada federal.
Foto: Gustavo Lima/Agência Câmara

5 de março de 2015

Reciclar é preciso...

Em tempos em que a degradação da natureza recrudesce ano após anos em nível global, ameaçando a sustentabilidade em todo o planeta,  a falta de educação, responsabilidade e consciência socioambiental ainda se fazem altamente necessárias para preservarmos o meio ambiente. Tais práticas devem começar dentro de nossas próprias casas.

É o que faz o morador de São Sebastião, João Ildebrando Santana, 48 anos, mais conhecido como Seu Santana. Diretor e fundador da Ecolimpo - Cooperativa de Coleta Seletiva Solidária, ele encontrou na coleta de resíduos sólidos uma forma de ganhar a vida e também de contribuir para a preservação do meio ambiente. 

Com a ajuda de alguns poucos voluntários, Santana faz um trabalho itinerante para incentivar as pessoas a separarem o lixo seco do orgânico para depois proceder a triagem dos materiais que serão reciclados e transformados em novos objetos em um galpão localizado no bairro Bom Sucesso (Pró-DF). Otimista, Santana tem pretende desenvolver o projeto em toda a cidade.

No intuito de oferecer a melhor destinação final à inesgotável quantidade de resíduos sólidos, seu Santana e seus auxiliares não medem esforços para tentar conscientizar a população e tornar a cidade mais limpa.

"O objetivo da coleta seletiva domiciliar consiste em tirar das ruas justamente os resíduos passíveis de reciclagem. A nossa ideia é não apenas realizar a coleta, mas principalmente dar um destino ecologicamente correta para ela", explica ele. 

A Ecolimpo atualmente faz parceria com o Serviço de Limpeza Urabana (SLU), Instituto Ecoanama, Instituto Brasília Ambiental (IBRAM), Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, além da empresa Jardins Mangueiral.

Maiores informações:
Santana: 61-8573-0401


3 de março de 2015

Exposição faz homenagem ao mês da mulher

Inspirada no universo feminino, a exposição "Sutilezas" traz à Câmara dos Deputados 17 obras dos artistas plásticos Carolinna Drummond, Christiane Contreiras e Tony Lima. A mostra, realizada em homenagem ao mês da mulher, pode ser vista a partir desta terça-feira (3) no Espaço do Servidor (Anexo II), onde permanece até o dia 25.
No dia 10, está previsto um encontro com os artistas, às 17 horas, no espaço da exposição, realizada pelo Centro Cultural Câmara dos Deputados em parceria com a Secretaria da Mulher da Casa.
Os artistas
Carolinna Drummond é graduada em artes plásticas pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo (Febasp) e vive em Sorocaba (SP). A artista ganhou o primeiro lugar no Prêmio Flávio Gagliardi – novos talentos da arte contemporânea –, da Secretaria de Cultura da Prefeitura de Sorocaba, e menção honrosa/mérito artístico da Associação Brasileira de Arte (Abart) pelo conjunto da obra em 2013. Dentre as exposições individuais que já realizou, estão "Universo Feminino", na Biblioteca Municipal de Sorocaba, e "Água e Vinho", na Livraria Cultura do Shopping Iguatemi (SP), ambas em 2014.
Psicóloga e artista plástica, Christiane Contreiras tem 12 anos de carreira e participou de exposições em Amsterdã, Budapeste, Haia e Nova York. Foi selecionada para integrar galerias como a Nasse Galery, nos Estados Unidos, e a Amstelveen Galery, na Holanda. A artista reside em Brasília e já realizou diversas exposições individuais na cidade, dentre elas a mostra "Feminino", no Espaço Cultural do Superior Tribunal de Justiça, em 2014.
Tony Lima nasceu em Parnaíba (PI) e mudou-se para Brasília no fim da década de 70. Autodidata e influenciado por Modigliani, o artista tem obras em vários museus e coleções particulares do Brasil. Lima recebeu o primeiro prêmio do Pinte Brasília, em 1996; o prêmio Casa das Artes, em 1999; e o Coletiva Pátio Brasil, em 2003. Sua exposição individual mais recente foi "Elas, sob o olhar de Tony Lima", realizada em 2014 no Espaço Cultural do Shopping Liberty Mall, em Brasília.

SERVIÇO
Mostra coletiva "Sutilezas", em homenagem ao mês da mulher
Período: de 3 a 25 de março
Visitação: de segunda a sexta-feira, das 9 às 17 horas
Local: Espaço do Servidor (AnexoII)
Encontro com os artistas – aberto ao público
Data: 10 de março
Horário: 17 horas
Local: Espaço do Servidor (Anexo II)

Fonte:  Câmara dos Deputados (http://www2.camara.leg.br/comunicacao/institucional/noticias-institucionais/exposicao-faz-homenagem-ao-mes-da-mulher)

4 de novembro de 2014

Seminário: Literatura Afro-brasileira na Infância

Informações:

Secretaria Especial da Promoção da Igualdade Racial - Sepir
Governo do Distrito Federal
Anexo do Palácio do Buriti, sala 815 - CEP 70 075 900

29 de outubro de 2014

Em eleição livre e democrática, Dilma Rousseff enfrenta e volta a vencer golpistas

Contundente, presidenta agregou movimentos e a esquerda, grupos com os quais terá de manter diálogo em seu segundo mandato. Aécio, Marina, mercado financeiro e Globo têm razão para estar boquiabertos

ICHIRO GUERRA/DIVULGAÇÃO E ARQUIVO
Dilma e Dilma
São Paulo – Foi uma vitória maiúscula. A reeleição de Dilma Vana Rousseff (PT) escreve muitos capítulos inéditos e carrega uma força simbólica que, se não é maior que a das demais disputas vencidas pelo PT no plano federal, é única. A mulher nascida em Belo Horizonte em 1947 mais uma vez deixa de joelhos, boquiaberta, a repressão que lhe tentou cassar os direitos políticos.
Se havia alguma dúvida de que esta era uma eleição do candidato do sistema patriarcal brasileiro contra todo o resto, a edição do Jornal Nacional na véspera eliminou qualquer margem de ingenuidade. Jornalismo mandou lembrança, William Bonner. Dividida entre interesses públicos e privados, a emissora dos Marinho atendeu novamente a seu chamado de classe ao exibir reportagem sobre supostas denúncias de que Dilma e Luiz Inácio Lula da Silva teriam ciência de um esquema de pagamento de propinas utilizando verbas da Petrobras.
Tentou um desfecho sujo para uma temporada eleitoral eleição suja. Sob o pretexto de um protesto de jovens que empilharam lixo em um prédio da editora, que chamou de “ataque” à sede do Grupo Abril, o Jornal Nacionaldedicou seis minutos a narrar a “denúncia” da revista Veja, uma publicação que nunca esteve tão à altura da alcunha de “mídia golpista”. Lá pelas tantas aparecia a figura de Aécio Neves, candidato do PSDB dado a vitórias no tapetão. Fosse tão ético quanto jura ser, o tucano teria se recusado a ecoar uma reportagem feita com base num depoimento inventado – seu suposto autor, o doleiro Alberto Youssef, desmentiu que tenha feito as declarações difundidas pela publicação semanal.
Mas Aécio, a exemplo do Jornal Nacional, atendeu a seu DNA de classe, uma elite financeira que há muito chegou à conclusão de que vale qualquer coisa para tirar o PT do poder. Têm razão as pessoas que comparam essa disputa com a de 1989. Não pelo acirramento, nem pelo embate ideológico, mas pela tentativa da Globo de se fazer protagonista de um pleito do qual não é partícipe – ou, legalmente, não o é.
A divulgação de reportagem contra Dilma na véspera da eleição não se deu ao acaso: a “denúncia” já era de conhecimento público na véspera, quando os Marinho não a quiseram levar ao ar. Não quiseram por um motivo óbvio: a presidenta teria tempo de apresentar sua versão no debate daquela noite ou de buscar direito de resposta no Tribunal Superior Eleitoral, como o obtido contra a Veja.
A última edição do Jornal Nacional antes das eleições não pode ser enxergada fora de contexto. São 12 anos de bombardeio, quatro em particular, 2014 em particularíssimo. A vitória de Dilma não é uma derrota apenas de Aécio e do PSDB. É da mídia tradicional, que investiu até o último grama de força para bater no PT, chegando ao ponto da desestabilização da democracia. É do mercado financeiro, que nos últimos três meses praticou um rally eleitoral e encontrou no tucano um porta-voz de sua vontade de ter um governo que deixe a especulação comer solta. É de Marina Silva e do PSB, que, sob o pretexto da não neutralidade maltrataram suas histórias e alinharam-se à força neoliberal que tanto combateram. É do ódio visceral a um partido, de um sentimento mais vomitado e gritado do que explicado.
É de todo um sistema repressor da democracia. O segundo turno clareou o que estava em jogo. De um lado alinharam-se movimentos sociais comprometidos com avanços, centrais sindicais em busca de melhorias para a vida do trabalhador, partidos que carregam no histórico a tentativa de transformação do país. De outro estiveram meios de comunicação a serviço da especulação financeira, representantes de segmentos fundamentalistas apavorados com qualquer avanço social, partidos que carregam no histórico a marca do elitismo e da divisão de classes.
A vitória de Dilma, por isso, jamais poderá ser entendida como um sucesso alcançado sozinho. É o êxito que coroa uma união de forças progressistas. É o êxito das ideias democráticas sobre o ideário que considera que Brasil bom é o que se divide entre pobres e ricos e que vê como intento autoritário a proposta de ampliar a participação popular, já que o exercício do sistema político deve se dar entre quatro paredes.
É esta corrente que a presidenta terá de encabeçar no exercício do mandato. Se a primeira vitória foi celebrada por trazer no bojo a maior base aliada da história no Congresso, a segunda deve ser motivo de comemoração para a esquerda por uma rara união. União que só poderá ser mantida mediante avanços institucionais em diversas áreas.
A reeleição da presidenta carrega o poder simbólico da foto em que aparece, menina, com gesto imponente perante militares que representavam a tortura e a cassação de seus ideais. Deixou a repressão de joelhos ao sobreviver às sevícias, retomar sua militância política, se tornar secretária no Rio Grande do Sul, ministra de Lula, presidenta do Brasil e uma das mulheres mais influentes do mundo.
Ao longo dos quatro anos, e particularmente desde julho, foi submetida a uma surra inesquecível. As cicatrizes, carregará para sempre. Tentarão deixar outras marcas, buscando agora um terceiro turno que já haviam tentado em 2010, ao tratar por ilegítima uma vitória obtida com a superação de dificuldades, mentiras, acusações. Dilma deixou a repressão de joelhos, mais uma vez. Não será perdoada, e terá de travar uma batalha definitiva contra os fantasmas do passado.

Fonte: Rede Brasil Atual
Publicado originalmente em: http://www.redebrasilatual.com.br/eleicoes-2014/coracao-valente-deixa-a-repressao-a-democracia-de-joelhos-mais-uma-vez-9176.html

30 de setembro de 2014

São Sebastião: Decreto regulariza área urbana da cidade

Após quase duas décadas lutando pela regularização da cidade, agora a população de São Sebastião pode, finalmente, comemorar. Na manhã desta segunda-feira (29), no Palácio do Buriti, o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), assinou o decreto que regulariza a área urbana e mais antiga de São Sebastião.
Há pouco mais de uma semana, no último dia 18, a líder de governo, deputada Arlete Sampaio (PT), que durante seu mandato trabalhou arduamente pela regularização da cidade, realizou audiência pública em São Sebastião para discutir com os moradores a atual situação do processo de Regularização Fundiária e Urbanística da cidade.
Segundo a deputada, desde o início o governo assumiu um compromisso com a regularização. O que comprova isso é que o Governo Agnelo já regularizou 168 mil lotes, já registrou 40 mil lotes e chegará ao registro integral dos 180 mil lotes. E a expectativa é que até o final do governo 280 mil famílias sejam assistidas.
A comunidade, através da sociedade civil organizada, comemora essa grande conquista e agradece o empenho do Governador Agnelo Queiroz; da líder de governo na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), deputada Arlete Sampaio; do presidente da CLDF, deputado Wasny de Roure e da secretária de Estado de Regularização de Condomínios do DF, Ralcilene Santiago.
Dados da regularização - A regularização urbanística de São Sebastião beneficiará cerca de 36 mil pessoas que vivem em 8 mil residências. A expectativa é que a ação garanta o desenvolvimento econômico da região, em virtude da regularização do comércio e da possibilidade de instalação de equipamentos públicos para a comunidade.
Fonte: GDF

21 de junho de 2014

Opinião: Quem envergonhou o Brasil aqui e lá fora

Pertence à cultura popular do futebol  a vaia a certos jogadores, a juízes e eventualmente a alguma autoridade presente. Insultos e xingamentos com linguagem de baixo calão que sequer crianças podem ouvir é coisa inaudita no futebol do Brasil. Foram dirigidos à mais alta autoridade do pais, à presidenta Dilma Rousseff, retraída nos fundos da arquibancada oficial.


Esses insultos vergonhosos só podiam vir de um tipo de gente que ainda têm visibilidade do pais, “gente  branquíssima e de classe A, com falta de educação e sexista", como comentou a socióloga do Centro Feminista de Estudos, Ana Thurler.

Quem conhece um pouco a história do Brasil ou quem leu Gilberto Freyre, José Honório Rodrigues  ou Sérgio Buarque de Hollanda  sabe logo identificar tais grupos. São setores de nossa elite, dos mais conservadores do mundo e retardatários no processo civilizatório mundial, como costumava enfatizar Darcy Ribeiro, setores que por 500 anos ocuparam o espaço do Estado e dele se beneficiaram a mais não poder, negando direitos cidadãos para garantir privilégios corporativos. Estes grupos não conseguiram ainda se livrar da Casa Grande que a tem entranhada na cabeça e nunca esqueceram o pelourinho onde eram flagelados escravos negros. Não apenas a boca é suja; esta é suja porque sua mente é suja. São velhistas e pensam ainda dentro dos velhos paradigmas do passado, quando viviam no luxo e no consumo conspícuo como no tempo dos príncipes renascentistas. ...

Na linguagem dura de nosso maior historiador mulato Capistrano de Abreu, grande parte da elite sempre “capou e recapou, sangrou e ressangrou” o povo brasileiro. E continua fazendo. Sem qualquer senso de limite e por isso arrogante, pensa que pode dizer os palavrões que quiser e desrespeitar qualquer autoridade. 
 
O que ocorreu  revelou aos demais brasileiros e ao mundo que tipo de lideranças temos ainda no Brasil. Envergonharam-nos aqui e lá fora.  Ignorante, sem educação e descarado não é o povo, como costumam pensar e dizer. Descarado, sem educação e ignorante é o grupo que pensa e diz isso do povo. São setores em sua grande maioria rentistas que vivem da especulação financeira e que mantêm milhões e milhões de dólares fora do país, em bancos estrangeiros ou em paraísos fiscais. 
 
Capistrano de Abreu disse que grande parte da elite sempre “capou e recapou, sangrou e ressangrou” o povo brasileiro
Bem disse a presidenta Dilma: “O povo não reage assim; é civilizado e extremamente generoso e educado”. Ele pode vaiar, e muito. Mas não insulta com linguagem xula e machista a uma mulher, exatamente aquela que  ocupa a mais alta representação do país. Com serenidade e senso de soberania pessoal, deu a estes incivilizados uma respota de cunho pessoal: ”Suportei agressões físicas quase insuportáveis, e nada me  tirou do rumo”. Referia-se às suas torturas sofridas dos agentes do Estado de terror que se havia instalado no Brasil a partir de 1968. O pronunciamento que fez posteriormente na TV mostrou que nada a tira do rumo nem a abala, porque vive de outros valores e pretende estar à altura da grandeza de nosso país.  
 
Esse fato vergonhoso recebeu a repulsa da maioria dos analistas e dos que saíram a público para se manfiestar. Lamentável, entretanto, foi a reação dos dois candidatos a substitui-la no cargo de presidente. Praticamente,  usaram as mesmas expressões, na linha dos grupos embrutecidos:”Ela colhe o que plantou”. Ou o outro, que deu a entender que Dilma fez por merecer os insultos que recebeu. Só espíritos tacanhos e faltos de senso de dignidade podiam reagir desta forma. E estes se apresentam como aqueles que querem definir os destinos do país. E logo com este espírito! Estamos fartos de lideranças medíocres, que quais galinhas continuam ciscando o chão, incapazes de erguer o voo alto das águias que merecemos e que tenham a grandeza proporcional ao tamanho de nosso país. 
 
Um amigo de Munique que sabe bem o português, perplexo com os insultos, comentou: "Nem no tempo do nazismo se insultavam desta forma as autoridades”. É que ele talvez  não saiba de que pré-história nós viemos e que tipo de setores elitistas ainda dominam e que de forma prepotente se mostram e se fazem ouvir. São eles os principais agentes que nos mantém no subdesenvolvimento social, cultural e ético. Fazem-nos passar uma vergonha que, realmente, não merecemos.
 
* Leonardo Boff, teólogo e escritor, é professor emérito de ética. 

Fonte: LEONARDO BOFF - Jornal do Brasil - 19/06/2014 - - 11:46:25

1 de junho de 2014

EXPRESSO DF CHEGA A SANTA MARIA


Mais uma entrega para a população do Distrito Federal. Foi inaugurado na quinta-feira (29), o último viaduto que faz parte do complexo viário do Expresso DF Sul. A obra fica no quilômetro zero da BR-040, no antigo posto da Polícia Rodoviária Federal. Assim, a partir da próxima segunda-feira, 02 de junho, a fase de testes, a chamada operação “Branca”, poderá ser iniciada no sentido Santa Maria-Plano Piloto.
Para o governador do DF, Agnelo Queiroz, o viaduto irá proporcionar maior rapidez no deslocamento das pessoas, poupando tempo e melhorando a qualidade de vida. “O viaduto vai dar mais rapidez, agilidade e segurança, porque demos fim ao cruzamento da DF-251 com a DF-003. Quem fazia esse percurso, agora vai passar por cima de um dos viadutos. Com isso desafogamos um acesso importante da nossa cidade”, frisou Agnelo Queiroz.
O novo viaduto custou R$ 15 milhões. Possui 40 metros de comprimento e beneficiará mais de 70 mil motoristas que passam pela região diariamente. O governador Agnelo Queiroz anunciou que a operação “Branca” que vem sendo realizada no percurso Gama – Plano Piloto será ampliada. Até o final de junho, o sistema Expresso DF Sul, nesse trecho, deverá entrar em operação comercial.
O Expresso DF – Eixo Sul é composto por dois terminais, dez estações e 10 passarelas. Quando estiver em plena operação, transportará cerca de 13 mil passageiros por hora, em cada sentido, nos períodos de pico. Os 43 quilômetros de corredores exclusivos beneficiarão mais de 272 mil pessoas, que vivem no Gama, Santa Maria e Park Way.
Com o apoio do governo federal, o governo do DF executa obras de mobilidade urbana que já fazem a diferença na vida da população. Uma dessas obras é o Expresso DF – Eixo Sul, que está em operação.
Outros eixos
O Expresso DF – Eixo Sudoeste, atenderá o Recanto das Emas, Riacho Fundo I e II, o Núcleo Bandeirante, Candangolândia, Arniqueiras e a Área de Desenvolvimento Econômico (ADE), que fica em Águas Claras. Ao todo, serão 46,4 quilômetros de extensão.As obras do Expresso DF – Eixo Norte, que ligará a Rodoviária do Plano Piloto e o futuro Terminal da Asa Norte a Sobradinho e Planaltina, estão previstas para serem iniciadas ainda no segundo semestre deste ano. Esse será o maior sistema do Distrito Federal e conta com o investimento de R$ 1,06 bilhão.
Já o Eixo Oeste, está previsto para iniciar as obras no segundo semestre deste ano, com investimento de R$ 10 milhões. A obra que atenderá mais de 445 mil pessoas, contará com um túnel de cerca de um quilômetro, por baixo da Avenida Central de Taguatinga, acesso que liga a EPTG à Elmo Serejo. O projeto também contempla o alargamento de pistas e construção de faixas exclusivas nas vias principais de acesso a Taguatinga, como a Hélio Prates, Comercial Norte, Samdú e EPIG, estendendo o benefício da obra para os moradores da Ceilândia.
Fonte: http://www.ptdf.org.br/novo/noticias/expresso-df-chega-a-santa-maria/